Chuva em Manaus: alívio para uns, desespero para outros
Parece que São Pedro ouviu os pedidos e mandou água! A tarde desta sexta-feira (23) trouxe uma chuva forte que deixou Manaus literalmente de pernas pro ar. E olha, a história é completa: tem gente agradecendo o frescor depois de tanto calor, mas tem muita gente sofrendo com os alagamentos que viraram rotina na nossa cidade.

Quando a benção vira transtorno
Pra quem mora em casa de alvenaria e longe das áreas de risco, a chuva é aquele respiro depois do calorzão infernal que a gente tá acostumado. Mas a realidade é bem diferente pra galera das palafitas e das áreas mais vulneráveis. Esses sim sabem que quando o céu escurece, o coração aperta.
Na comunidade Riacho Doce 2, no beco Presidente Figueiredo, foi aquele cenário de sempre: água invadindo tudo. No Conjunto Galileia, Zona Norte, o Igarapé do Passarinho disse “não aguento mais” e transbordou. Motoristas que passam pela Avenida das Flores tiveram que procurar outro caminho.
A cidade parou
E não foi só nas comunidades não, viu? A chuva mostrou que não escolhe endereço. Na rua Durango, Cidade Nova 1, as imagens correram pelas redes sociais: gente tentando entrar em casa com água pela cintura. Aquele desespero de salvar o que dá, sabe?
A Constantino Nery, uma das principais avenidas da cidade, virou um rio. Motoqueiros pararam no meio da via sem saber pra onde ir. Na Darcy Vargas, perto da UEA, uma árvore caiu e bloqueou a pista no sentido bairro-Centro. Felizmente ninguém se machucou e liberaram a via lá pelas 17h.
Os números da tarde
A Prefeitura correu pra lá e pra cá atendendo dezessete ocorrências espalhadas pela cidade. Foram desabamentos, deslizamentos, rachaduras, bueiros entupidos… Um pouco de tudo nas Zonas Norte, Leste, Oeste, Centro-Oeste e Sul. É o retrato de uma cidade que ainda não aprendeu a conviver com a água que cai do céu.
Entre o alívio e o medo
A verdade é que a chuva em Manaus carrega essa dualidade: enquanto uns agradecem o refresco e a umidade que ameniza o calor sufocante, outros já sabem que vão ter que recomeçar do zero, contar os prejuízos e torcer pra próxima não ser pior.
Muitos sentem que a chuva traz não apenas um alívio do calor, mas também um perigo real pra quem mora nas áreas de palafitas e nas beiras de igarapés. É o medo de perder o pouco que tem, de ver a casa inundar de novo, de começar tudo outra vez.
Um recado de esperança
Mas olha, manauara é forte. A gente sabe se virar. E enquanto a cidade não se prepara de verdade pra conviver com as chuvas, a gente vai se ajudando, estendendo a mão pro vizinho, dividindo o que tem. Porque no fim das contas, é isso que nos mantém de pé: a solidariedade e a certeza de que dias melhores vão chegar.
Que venham as chuvas pra refrescar, mas que venham também as soluções pra que ninguém mais precise ter medo quando o céu escurecer. Manaus merece isso. Nós merecemos isso.
