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AMAZONINO, O SEDUTOR: OBRA DE CLAUDIO BARBOZA DISPUTA O JABUTI

Fundador do Portal ÚNICO lança livro que se torna referência do jornalismo amazônico e entra na briga pelo prêmio mais cobiçado da literatura brasileira

Há livros que apenas informam. Há os que revelam. “Amazonino: um sedutor e outras histórias”, do jornalista e escritor Claudio Barboza, pertence à segunda categoria. A obra acaba de ser inscrita no **Prêmio Jabuti 2025**, a mais tradicional premiação do mercado editorial brasileiro, na categoria não-ficção — e a indicação sinaliza o reconhecimento nacional de um trabalho que já é, por si só, um documento histórico do jornalismo no Amazonas.

Lançado em dezembro de 2024, o livro reúne crônicas que atravessam três décadas de atuação profissional de Barboza, fundador e CEO do Portal ÚNICO. Com narrativa precisa e memória apurada, ele conduz o leitor pelos bastidores de um jornalismo praticado antes da era digital — quando a apuração se fazia no olho no olho e as histórias circulavam nos corredores do poder com cheiro de tinta e papel.

Protagonistas de uma época

Os personagens que atravessam as páginas do livro são pilares da história política regional: o ex-governador Amazonino Mendes — que empresta o nome ao título —, o ex-prefeito Arthur Neto e o falecido governador Gilberto Mestrinho. Figuras complexas, retratadas com o olhar de quem esteve presente, viu de perto e soube guardar cada detalhe para contá-lo no momento certo.

“É um relato de coisas do jornalismo do Amazonas, da década de 80, 90 até os anos 2000″*, define o próprio autor.

Segunda edição promete novos capítulos inéditos

O sucesso da obra já alimenta uma edição ampliada, prevista para maio de 2025. Barboza anuncia a inclusão de episódios inéditos sobre a história da imprensa e da comunicação no estado — entre eles, bastidores que prometem surpreender até os mais experientes profissionais da área.

“Por exemplo, como é que aconteceu a compra da TV A Crítica, quem comprou a TV A Crítica para o Calderaro”*, adianta o autor, abrindo o apetite para o que está por vir.

O Jabuti como chancela

Criado em 1958 pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti é a mais longeva e uma das mais respeitadas distinções do universo literário nacional. Concorrer a ele não é apenas uma honraria — é o reconhecimento de que uma obra tem peso, relevância e valor para além de suas páginas. Para Claudio Barboza e para o jornalismo amazônico, essa indicação é, ela mesma, já uma vitória.

Com informações do Portal ÚNICO

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