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Amazonas

Amazonas reforça estratégia contra cheias com ações integradas entre Estado e municípios

(Foto: Antonio Lima/SECOM-AM)

Com foco na prevenção, no planejamento antecipado e na redução de impactos, a Defesa Civil do Amazonas realizou, nesta sexta-feira (23/01), uma reunião técnica de alinhamento com as coordenadorias municipais para intensificar a preparação diante da Cheia 2026. O encontro foi conduzido pelo secretário executivo da Defesa Civil, coronel Clóvis Araújo, e ocorreu de forma híbrida, na sede do órgão.

Embora as coordenadorias já atuem de forma independente conforme as peculiaridades de cada região, o encontro busca elevar o nível de integração entre os municípios e o Estado. Com base no monitoramento contínuo, as estratégias foram refinadas para otimizar a mobilização de recursos, o monitoramento dos níveis fluviais e a logística de assistência humanitária. Essa sinergia garante que a experiência local de cada município seja fortalecida por uma coordenação centralizada, tornando a resposta a eventos críticos mais ágil e eficiente.

“Nosso trabalho não começa hoje, a Defesa Civil atua de forma ininterrupta respeitando as particularidades de cada localidade. No entanto, este alinhamento é o que nos permite transformar o conhecimento local em uma força conjunta. Ao integrarmos as experiências de cada coordenadoria, refinamos nossas estratégias e garantimos que a resposta do Estado chegue com muito mais agilidade e precisão onde ela é mais necessária”, afirmou o coronel Clóvis Araújo.

MONITORAMENTO TÉCNICO

O chefe do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Amazonas, tenente Charlis Barroso, destacou a importância do monitoramento técnico contínuo como base para a tomada de decisões.

“O monitoramento realizado pela Defesa Civil é contínuo e integrado a parcerias com instituições de monitoramento locais, nacionais e internacionais. Essa troca permanente de dados e informações amplia a precisão das análises, permite antecipar cenários de risco e fortalece a emissão de alertas mais eficientes, garantindo maior segurança para a população”, ressaltou.

CENÁRIO ATUAL

Atualmente, quatro municípios encontram-se em situação de atenção, enquanto 10 municípios estão em situação de alerta e 48 municípios em normalidade.

HISTÓRICO DAS CHEIAS NO AMAZONAS

O Amazonas possui um histórico marcante de cheias que impactam severamente a população e a economia do estado. A região é naturalmente sujeita a ciclos de cheia e vazante dos rios, mas eventos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos nas últimas décadas.

Em 2012, o estado registrou uma das maiores cheias da história, quando o Rio Negro atingiu 29,97 metros em Manaus, afetando milhares de famílias. Apenas dois anos depois, em 2014, o fenômeno se repetiu com marca ainda superior: o rio alcançou 29,77 metros, desabrigando comunidades inteiras e exigindo ampla mobilização humanitária.

O ano de 2021 trouxe a cheia mais devastadora já registrada, com o Rio Negro atingindo a marca histórica de 30,02 metros. Dezenas de municípios decretaram situação de emergência, e milhares de pessoas precisaram ser deslocadas de suas casas. A enchente afetou o abastecimento de água, energia elétrica e o acesso a serviços básicos em diversas localidades.

Em 2024, o estado voltou a enfrentar uma cheia severa, com o Rio Negro atingindo 29,93 metros, o que resultou em novos desabrigamentos e perdas materiais significativas. Esse padrão recorrente tem exigido das autoridades aprimoramento constante nos sistemas de monitoramento e resposta a emergências.

As cheias no Amazonas são influenciadas por diversos fatores, incluindo o regime de chuvas na Bacia Amazônica, fenômenos climáticos globais e mudanças nos padrões ambientais. Diante desse cenário, a Defesa Civil tem buscado fortalecer suas estratégias preventivas e ampliar a capacidade de resposta integrada com os municípios, visando minimizar os impactos sobre a população.

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