Lula lidera pesquisa em 1º e 2º turnos, diz a Genial/Quaest
Presidente soma 39% no primeiro turno e vence o senador por 44% a 39% num eventual confronto — vantagem menor que a de julho, quando a diferença era de oito pontos

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na disputa pela reeleição em outubro. No primeiro turno, ele soma 39% das intenções de voto, um ponto abaixo do registrado em junho. Nos cenários simulados de segundo turno, o petista vence todos os adversários testados, mas viu sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) — seu principal rival — encolher desde a última rodada do instituto.
É a oitava pesquisa da Quaest no ano para as eleições presidenciais, e a primeira realizada após as convenções partidárias, o novo tarifaço anunciado por Donald Trump, a reaproximação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para novas investigações contra Lulinha, filho do presidente. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
Primeiro turno
Na primeira etapa, Lula segue na ponta, com 39% das intenções de voto — um ponto a menos que em junho, quando marcava 40%. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 30%, dois pontos acima do levantamento anterior (28%).
Veja como ficou a distribuição de votos:
- Lula (PT): 39%
- Flávio Bolsonaro (PL): 30%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 4%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
Os pré-candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Os indecisos somam 10%, enquanto quem diz votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas soma 8%.
A pesquisa também indica um eleitorado mais decidido: 69% dizem que o voto já está definido, quatro pontos acima da rodada anterior (65%). Já os que admitem poder mudar de ideia caíram de 35% para 31%.
Segundo turno
Nos cenários de confronto direto, Lula vence todos os adversários testados, mas a distância para Flávio Bolsonaro diminuiu. O petista aparece com 44% contra 39% do senador — na pesquisa anterior, a vantagem era maior, de 45% a 37%. A oscilação está dentro da margem de erro de dois pontos.
O recuo de Lula concentra-se principalmente entre eleitores independentes, que não se identificam com esquerda nem direita: o apoio a ele caiu de 40% para 33% neste grupo desde julho.
Os dois candidatos têm bases regionais e sociais bem distintas. Lula lidera com folga no Nordeste (64% a 25%), entre eleitores pretos (61% a 22%), entre beneficiários do Bolsa Família (62% a 26%), entre quem tem Ensino Fundamental (55% a 30%) e entre os que recebem até dois salários mínimos (54% a 30%). Flávio, por sua vez, domina no Sul (56% a 29%), entre evangélicos (48% a 33%), entre eleitores com Ensino Superior (45% a 34%), entre brancos (46% a 36%) e entre os que ganham mais de cinco salários mínimos (44% a 36%).
Contra os demais adversários, a distância é maior. Lula venceria o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, por 45% a 37% — o ex-governador de Goiás reduziu a diferença em um ponto desde a rodada anterior. Diante de Romeu Zema (Novo), a vantagem petista é de 12 pontos: 46% a 34%. Já contra Renan Santos (Missão), Lula lidera por 45% a 35%, ante 45% a 33% em julho. As três simulações também estão dentro da margem de erro.
Rejeição
Flávio Bolsonaro segue como o nome com maior rejeição entre os testados: 54% dos eleitores dizem conhecê-lo e não votariam nele, três pontos a menos que na rodada anterior (57%).
Lula vem logo atrás, com 52% de rejeição — número que interrompe a trajetória de queda observada nos últimos meses. O petista tinha 53% de rejeição em junho, 55% em abril e havia caído para 50% na pesquisa mais recente antes desta.
Aprovação e avaliação do governo
O governo Lula é aprovado por 48% dos brasileiros e desaprovado por 47%, praticamente estável em relação à rodada anterior, quando o índice positivo superou o negativo pela primeira vez desde dezembro de 2024. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder. Em junho, a aprovação estava em 47%; em maio, em 46%.
Por recorte, a aprovação recuou entre os independentes (de 45% para 42%) e a desaprovação cresceu entre quem ganha mais de cinco salários mínimos (de 54% para 58%). Já no Nordeste, a aprovação subiu cinco pontos, de 61% para 66%.
