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Bosco Saraiva e a “virada de chave” na Suframa: três anos de resultados históricos na Zona Franca de Manaus

Nomeado em abril de 2023, o superintendente transformou a gestão da autarquia com foco em resultados, interiorização e segurança jurídica para o modelo econômico da Amazônia

O homem e o momento

Quando o amazonense Bosco Saraiva assumiu a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em 25 de abril de 2023, indicado pelo senador Omar Aziz com o apoio da bancada parlamentar do Amazonas, o desafio era claro: consolidar o Polo Industrial de Manaus como motor do desenvolvimento regional — e mostrar isso à sociedade.

A proposta da nova gestão era trazer para a vitrine dos amazonenses a pujança de um polo com cerca de 600 empresas, capaz de impulsionar a economia, gerar empregos e manter a floresta em pé. Três anos depois, os números falam por si.

Faturamento em alta: do recorde ao recorde

O Polo Industrial de Manaus (PIM) encerrou o ciclo 2023–2025 em franca ascensão. Em 2024, o faturamento chegou a R$ 205 bilhões, superando marcas anteriores. Em 2025, o PIM quebrou seu próprio recorde histórico, ultrapassando R$ 227,6 bilhões — um crescimento superior a 10% em relação ao ano anterior.

Entre 2023 e o início de 2026, o Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) aprovou 840 projetos industriais, com volume total de investimentos da ordem de R$ 19,94 bilhões. Os setores de Bens de Informática, Duas Rodas, Eletroeletrônico e Químico foram os principais motores desse desempenho.

Empregos: mais de 131 mil postos diretos e crescimento contínuo

Um dos indicadores mais sensíveis para a população amazonense é o emprego. Nesse quesito, a gestão Bosco Saraiva entrega resultados concretos.

O polo manteve estabilidade e crescimento na geração de empregos diretos ao longo de todo o período, superando a marca 127.798 trabalhadores empregados (efetivos, temporários e terceirizados) em 2024 e alcançando 132 mil em 2025. O desempenho reflete tanto a chegada de novas indústrias quanto a ampliação das já instaladas.

Saraiva destacou que cerca de 170 novas fábricas estão em processo de instalação no PIM, com a Suframa atuando de perto para acompanhar cada etapa desse desenvolvimento. Essa etapa de novas plantas representa uma perspectiva ainda mais promissora para os próximos anos.

Reforma Tributária: a blindagem que veio para ficar

Se há um marco político e jurídico que define o período, é a aprovação da Reforma Tributária (EC 132/2023), regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025. A reforma preservou o modelo Zona Franca de Manaus na Constituição Federal até 2074, garantindo a manutenção dos incentivos fiscais — IPI, ICMS, PIS e Cofins — por mais cinco décadas.

A conquista só foi possível pela decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos esforços da bancada parlamentar do Amazonas, liderada pelos senadores Omar Aziz, Eduardo Braga e demais parlamentares.

Do ponto de vista prático, a reforma trouxe três grandes mudanças para as empresas do polo:

Segurança jurídica de longo prazo. Os investidores passaram a contar com um horizonte estável de cinco décadas, reduzindo a dependência de decisões anuais estaduais ou federais sobre incentivos.

Novo modelo de benefício fiscal. O regime migrou da isenção direta para um sistema de crédito presumido de CBS (federal) e IBS (subnacional), exigindo adaptação contábil e fiscal das empresas, mas mantendo a competitividade de quem possui Processo Produtivo Básico (PPB) aprovado.

Proteção da cadeia produtiva local. As operações internas na ZFM — vendas entre indústrias — passam a ter alíquota zero, blindando a cadeia produtiva regional. Produtos com PPB aprovado terão alíquotas de IPI zeradas a partir de 2027.

O resultado prático já se vê nos números: a confiança dos investidores na estabilidade da Zona Franca foi determinante para a aprovação dos 840 projetos industriais e para os recordes de faturamento registrados no período.

Interiorização: a Suframa além de Manaus

A gestão Bosco Saraiva também apostou na descentralização. Por meio do Plano de Integração e Interiorização do Desenvolvimento (PIRD) e das chamadas Jornadas de Integração Regional, a Suframa levou sua presença a municípios do interior do Amazonas e dos estados do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.

Entre julho de 2023 e meados de 2024, foram realizados cerca de dez eventos em cidades como Manacapuru (AM), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Macapá (AP), com foco em desburocratização e aproximação com empresários locais.

A estratégia resultou em crescimento no número de empresas cadastradas na Suframa em estados como Acre e Roraima, além de aumento no internamento de mercadorias nacionais na área de abrangência — sinal de maior circulação econômica fora da capital. A bioeconomia ganhou papel central nesse processo, com incentivos à industrialização de matérias-primas regionais e à agregação de valor aos produtos da floresta.

Da fábrica à escola: ações que moldam o futuro

Visitas técnicas ao PIM. Desde 2023, Bosco Saraiva percorreu pessoalmente o chão de fábrica de dezenas de indústrias, em segmentos que vão de alimentos e saneantes a componentes eletrônicos e embalagens. As visitas, que se estenderam a Iranduba e Manacapuru, servem para acompanhar investimentos, automação e planos de expansão, além de fortalecer o diálogo entre a autarquia e o setor produtivo.

Zona Franca nas Escolas.

O programa inseriu os pilares econômicos, sociais e ambientais da ZFM no currículo escolar do ensino fundamental e médio, com palestras, visitas técnicas ao PIM e capacitação profissional para jovens. A iniciativa foi amparada pela Assembleia Legislativa do Amazonas que aprovou um projeto e agora integra a grade da rede estadual de ensino.

Qualificação da mão de obra.

Oriundo da Escola Técnica do Amazonas, Bosco sempre quis a boa mão de obra e a Suframa fomentou parcerias com universidades e instituições de ensino — como a Universidade Nilton Lins — para desenvolver cursos técnicos, de graduação, mestrado e doutorado em áreas estratégicas como robótica, logística, microeletrônica e biotecnologia, preparando trabalhadores para as novas demandas do polo.

PDI e inovação.

Por meio da Lei de Informática, a gestão Bosco na Suframa,incentivou institutos como a Fundação Paulo Feitosa (FPF), o CITI e o Idesam a converteram incentivos fiscais em pesquisa aplicada, automação, desenvolvimento de softwares e soluções de bioeconomia, com objetivo de elevar o nível tecnológico da produção regional.

ExpoPIM 4.0 — A Nova Indústria do Brasil

A feira do Polo Industrial de Manaus era o sonho de Bosco Saraiva para consolidar Manaus como vitrine da nova indústria brasileira

Como síntese da trajetória dos últimos três anos, a Suframa e o Instituto Somar Amazônia realizam, entre os dias 18 e 20 de março de 2026, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, a ExpoPIM 4.0 – A Nova Indústria do Brasil. O evento reune indústrias, investidores, instituições de ensino, centros de pesquisa e órgãos públicos em torno de um objetivo comum: mostrar ao Brasil e ao mundo a força do Polo Industrial de Manaus (PIM).

“A maior exposição em 58 anos da Suframa”

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, não poupou palavras ao definir o significado histórico do evento. A feira será a mais abrangente já realizada nos 58 anos da instituição, com a presença de todos os elos da cadeia produtiva do PIM — empresas do Polo, portos, aeroportos, bancos, instituições de ensino e pesquisa, secretarias e órgãos governamentais.

“Queremos que a ExpoPIM 4.0 seja a exposição da Suframa e a maior da história do Polo Industrial de Manaus. Que  quiser conhecer a indústria avançada da Amazônia deve estar aqui. Será uma grande vitrine de negócios e oportunidades para novos investimentos.”

— Bosco Saraiva, superintendente da Suframa

A meta era ambiciosa e foi perseguida com determinação. Saraiva afirmou que a Suframa trabalha fortemente para que 100% das fábricas do Distrito Industrial de Manaus esteja presente no evento, a fim de que todos os visitantes e empresários possam ter uma visão completa da grandeza da Zona Franca de Manaus.

Inovação, tecnologia e reforma tributária em debate

A programação incluiu palestras, painéis temáticos, rodadas de negócios e exposição de soluções tecnológicas, com foco na modernização da indústria, na adoção de tecnologias da Indústria 4.0 e na geração de novas oportunidades de investimento e parcerias. A reforma tributária também esteve no centro das discussões. Para Saraiva, o momento é de otimismo: o Polo Industrial de Manaus vive um dinamismo com resultados consistentes e perspectivas de crescimento, e a expectativa é de que, com a implementação da reforma, esse movimento seja ampliado.

“A Zona Franca de Manaus segue demonstrando sua capacidade de se atualizar e acompanhar as transformações da indústria, consolidando-se como um dos principais instrumentos de desenvolvimento regional do País.”

Grandes nomes da indústria presentes

Entre as empresas que vão estar presentes na área de exposição você vai ver: Moto Honda, Sidia, Yamaha, Coca-Cola, Toyota, Instituto Eldorado, Amazonas Energia, Hapvida, SuperTerminais e outras. A presença massiva do setor produtivo reforça o caráter histórico e abrangente da feira. A Suframa conta ainda com um estande institucional, com técnicos de diferentes áreas prestando informações sobre cadastro de empresas, análise de projetos, investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e ações voltadas ao setor agropecuário.

Uma parceria que aposta no futuro da Amazônia

O diretor-executivo do Instituto Somar Amazônia, Orsine Júnior, reforçou o compromisso de valorizar o modelo Zona Franca de Manaus, sinalizando que o trabalho conjunto com a Suframa tem como propósito mostrar ao mundo que Manaus é o melhor lugar para produzir, gerar empregos e respeitar as regras fiscais e ambientais. A ExpoPIM 4.0 não é apenas uma feira — é, sobretudo, uma declaração de que a indústria amazônica está pronta para o futuro.

O legado

Ao longo de três anos à frente da Suframa, Bosco Saraiva imprimiu uma gestão focada em resultados, sem perder de vista o interesse público. Faturamento recorde, mais de 131 mil empregos diretos, 840 projetos industriais aprovados, a blindagem constitucional do modelo ZFM até 2074 e a interiorização do desenvolvimento para toda a Amazônia Ocidental são os pilares de um legado construído com resiliência, dedicação — e com o trabalho de um quadro de servidores comprometido com a missão da autarquia.

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