Últimas Notícias

Omar Aziz lidera bancada do Amazonas e consegue do Governo Federal o Edital Histórico para o asfaltamento da BR-319

Senador conduz articulação política decisiva junto ao Ministério dos Transportes,juntamento com o senador Eduardo Braga e garantem lançamento do edital que inicia a pavimentação do trecho do meio — fim do isolamento rodoviário de Manaus começa a se tornar realidade

O Ato Histórico em Brasília

Em solenidade realizada hoje(31) em Brasília, o ministro dos Transportes, Renan Filho, assina o edital para o asfaltamento do primeiro lote de 30 quilômetros do chamado “trecho do meio” da BR-319 — a rodovia que liga Manaus a Porto Velho e representa a única ligação terrestre do Amazonas com o restante do Brasil. O trecho contemplado abrange a localidade de Realidade e o município do Careiro, no coração do Amazonas.

O ato conta com a presença dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), parlamentares que há anos lideram, no Congresso Nacional, a batalha pelo asfaltamento da rodovia. A assinatura do edital representa o passo mais concreto dado até agora pelo Governo Federal para transformar em realidade a pavimentação de um corredor que permanece sem asfalto há mais de quatro décadas.

O empenho dos parlamentares do Amazonas

Os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga têm sido protagonistas na defesa intransigente da BR-319. Em setembro de 2025, os dois senadores percorreram a rodovia em caravana, acompanhados por deputados, prefeitos e lideranças locais, com o objetivo de mostrar os trechos mais críticos e reforçar a cobrança por obras de recuperação e repavimentação do trecho do meio.

Eduardo Braga chegou a atuar diretamente na esfera legislativa para destravar o asfaltamento. Braga é autor de uma emenda incorporada à nova lei de licenciamento ambiental, em vigor desde o fim do ano passado, para facilitar o licenciamento de rodovias que já possuem trechos pavimentados. A iniciativa abriu um caminho jurídico importante para viabilizar as obras.

O ministro Renan Filho reconheceu publicamente o papel dos parlamentares amazonenses. Ele elogiou a atuação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz durante a condução do processo de licenciamento e manutenção da rodovia.

A BR-319 na pandemia e o cenário atual

A situação da BR-319 durante a pandemia de Covid-19 evidenciou de forma dramática o isolamento do Amazonas. Com a rodovia em estado precário, o acesso terrestre a Manaus era praticamente inviável — a população dependia exclusivamente do transporte aéreo e fluvial num dos momentos mais críticos da história recente do país.

O quadro mudou de forma significativa nos últimos anos. Hoje, a rodovia é inteiramente trafegável, embora cerca de 405 quilômetros ainda não sejam asfaltados — o equivalente a 46% do percurso —, localizado entre os km 250 e km 655,7, no trecho central da rodovia, onde estão localizadas 28 unidades de conservação ambiental.

O ministro Renan Filho destacou a singularidade do isolamento de Manaus no contexto mundial. Segundo ele, Manaus estava fadada a ser a única cidade do mundo com mais de dois milhões de habitantes que não tinha acesso por asfalto ao restante do país.

Obras concluídas e em Andamento

Enquanto o processo de licenciamento do trecho do meio avança, o Governo Federal não ficou parado. Uma série de obras estruturantes foi retomada e concluída nos últimos meses ao longo da BR-319:

O Ministério dos Transportes já entregou a ponte sobre o rio Curuçá, entre os municípios amazonenses de Castanho e Careiro da Várzea, e anunciou a entrega da ponte de Autaz Mirim, além de 50 km de pavimentação que passaram a receber asfalto após anos sem obras estruturantes.

As máquinas trabalharam em ritmo acelerado entre os km 198 e km 218, e um edital foi lançado para a contratação da empresa responsável pelos outros 32 quilômetros, totalizando 52 km entre a sede do município do Careiro Castanho e a comunidade Igapó-Açu.

O próprio ministro resumiu o avanço com entusiasmo: após 15 anos, o asfalto voltou a cair sobre a BR-319.

Os Planos para o Trecho do Meio

O trecho do meio — popularmente conhecido como “Meião” ou “Trecho Charlie” — é o maior desafio da rodovia. Com 405 quilômetros, iniciando no km 250, no Igapó-Açu, e indo até o km 655, na confluência com a Transamazônica, o trecho depende atualmente das licenças de instalação e operação para que as obras de repavimentação avancem.

O Governo Federal traçou uma estratégia paralela para obter o licenciamento o mais rápido possível. O ministro Renan Filho anunciou que o governo trabalhará simultaneamente pelo caminho tradicional de licenciamento e pela nova Licença Ambiental Especial (LAE), utilizando o que garantir a licença mais rapidamente.

Há expectativa de que o presidente Lula, durante visita ao Amazonas que fará ainda este ano, , anuncie a liberação da licença para o trecho do meio. Caso isso ocorra, o edital para os 446 km restantes poderia ser lançado em abril. O senador Eduardo Braga estima que, com a licitação iniciada nesse prazo, as obras do trecho poderiam ser concluídas até 2030.

O Significado para o Amazonas

A assinatura do edital representa muito mais do que uma obra de infraestrutura. É a concretização de uma esperança histórica de um estado que sempre conviveu com o isolamento como condição geográfica — e muitas vezes como descaso político.

Com as pontes sendo entregues, o asfalto voltando a cair e o edital do trecho do meio finalmente assinado hoje, o Amazonas dá passos concretos rumo à integração com o restante do Brasil. O trabalho conjunto do Governo Federal, do Ministério dos Transportes e dos parlamentares amazonenses começa a transformar décadas de promessa em quilômetros de realidade.

Reportagem produzida com base em informações do Ministério dos Transportes, Agência Gov e veículos de imprensa regionais e nacionais.

Receba mensagem no WhatsApp