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Amazonense Mauro Campbell sobe ao segundo posto mais alto do STJ

Ministro será eleito vice-presidente da Corte na próxima terça-feira (14), em ascensão histórica que remete ao único amazonense a presidir o STF, há mais de quatro décadas

Um feito histórico para o Amazonas

O ministro Mauro Campbell Marques está prestes a alcançar o posto mais elevado já ocupado por um amazonense no Poder Judiciário nacional em mais de 40 anos. Na próxima terça-feira (14), ele será eleito vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a segunda mais importante Corte do país — uma conquista que ressoa além dos corredores de Brasília e chega com orgulho ao estado que o formou.

A marca histórica remete ao manauara Francisco Manoel Xavier de Albuquerque, que presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) no biênio 1981-1983. Desde então, nenhum filho do Amazonas havia chegado tão alto na hierarquia do Judiciário brasileiro.

A eleição e o que ela representa

O STJ definiu para a próxima terça-feira (14) o pleito que renovará a cúpula da Corte para o biênio 2026-2028. Embora o processo seja formalmente previsto no regimento interno, seu peso é concreto: a direção eleita será responsável por decisões administrativas e disciplinares de grande relevância, com impacto direto no funcionamento da Justiça em todo o Brasil.

Pelo critério de antiguidade, serão confirmados o ministro Luís Felipe Salomão na presidência, Mauro Campbell na vice-presidência e Benedito Gonçalves à frente da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ).

O caminho já traçado para a presidência

A trajetória de Campbell Marques no STJ aponta para um horizonte ainda mais expressivo. Com 63 anos e seguindo a mesma regra regimental de antiguidade, o ministro amazonense está projetado para assumir a presidência do STJ no biênio 2029-2030 — o cargo mais alto da Corte.

Os bastidores da antecipação

A realização da eleição neste momento decorre de uma exigência institucional: o nome do futuro corregedor nacional precisa passar por sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal antes de assumir o cargo.

Para viabilizar a composição prevista, Mauro Campbell deverá renunciar formalmente à Corregedoria Nacional de Justiça, abrindo espaço para que o ministro Benedito Gonçalves assuma a função — enquanto Campbell ocupa a vice-presidência da Corte.

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