Amazônia vai ganhar um grande evento de inovação que quer colocar a região no mapa global da tecnologia
Suframa, universidades e associações de tecnologia se unem para lançar o Amazônia Innovation Summit no dia 8 de maio; iniciativa quer reunir indústria, startups e bioeconomia em um só lugar

A Amazônia está prestes a ganhar um novo protagonismo no cenário da inovação. No próximo dia 8 de maio, seis instituições de peso — entre elas a Suframa, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) — se reúnem na sede da Suframa, às 14h, para lançar o **Amazônia Innovation Summit**, uma plataforma permanente que quer transformar a região em referência mundial em tecnologia sustentável.
O problema que o Summit quer resolver
Quem acompanha o ecossistema de inovação de Manaus conhece bem o cenário: eventos isolados, iniciativas fragmentadas e pouca conexão entre universidades, empresas e governo. O Amazônia Innovation Summit nasce justamente para mudar isso.
“Existe uma certa fragmentação e muitos eventos acabam sendo parecidos entre si”, explica Alexandre Amorim, Head de Inovação da Fundação Paulo Feitosa Tech, uma das organizadoras. A ideia, segundo ele, é reunir no mesmo período e, se possível, no mesmo espaço, diferentes eventos de inovação — ganhando assim força para atrair atenção nacional e internacional.
O que vai acontecer na prática
Em 2026, o Summit dará seus primeiros passos integrando dois eventos já consolidados: a ExpoAmazônia Bio & TIC e a Conferência Anprotec. O foco estará em três pilares que fazem da Amazônia um terreno único no mundo: bioeconomia, tecnologia e indústria sustentável.
A longo prazo, a iniciativa quer funcionar como um “guarda-chuva” — uma marca forte o suficiente para atrair visitantes de todo o Brasil e também do exterior, interessados nas soluções tecnológicas desenvolvidas aqui na floresta.
Por que isso importa para o Amazonas
O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, resume bem o que está em jogo: “Ao integrar indústria, tecnologia e conhecimento, criamos as bases para atrair investimentos, fortalecer o ecossistema regional e posicionar a Amazônia como protagonista global em soluções inovadoras.”
Para o diretor-executivo do Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos (PPFRH), Samy Assi, o benefício vai além dos grandes players. “A iniciativa tem como propósito fomentar novos negócios, fortalecer a indústria local e promover a formação de talentos”, afirma.
Em outras palavras: mais oportunidades de emprego qualificado, mais startups, mais investimentos chegando à região.
Quem está por trás do projeto
O Summit é resultado de uma articulação incomum, reunindo seis organizações:
– Suframa – autarquia federal responsável pela Zona Franca de Manaus
– FPFtech – Fundação Desembargador Paulo Feitoza, referência em tecnologia na região
– PPFRH – Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos
– APDM – Associação Polo Digital de Manaus
– UEA – Universidade do Estado do Amazonas
– Anprotec – principal entidade nacional de ecossistemas de inovação
O lançamento acontece nesta quinta-feira (8), a partir das 14h, na sede da Suframa, em Manaus.
