Amazonas

Manaus terá ônibus de graça nos dias de votação das eleições 2026

Aprovação na Câmara

Os eleitores de Manaus não vão pagar passagem de ônibus nos dias de votação das Eleições Gerais de 2026. O projeto de lei que garante a gratuidade no transporte público da capital foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta quarta-feira (23), em sessão compensatória realizada à tarde.

A proposta foi enviada pela Prefeitura em regime de urgência e vale para o primeiro turno, em 4 de outubro, e para um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Quem tem direito e em que horário

A tarifa zero será aplicada das 4h às 18h e vale para todos os passageiros, sem distinção. O benefício abrange os ônibus convencionais e os complementares que operam no sistema regular de transporte público da cidade.

Frota mantida e regras de uso

O texto aprovado proíbe a redução da oferta habitual de ônibus durante o período de gratuidade. A frequência do serviço deverá ser equivalente à de dias úteis.

O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) poderá criar linhas especiais para atender regiões mais distantes, com base em critérios técnicos objetivos e em coordenação com a Justiça Eleitoral.

A lei também veta propaganda política ou eleitoral e a promoção pessoal de autoridades e servidores públicos em veículos, terminais e equipamentos do sistema. A divulgação da medida deverá se limitar a informações de interesse público, como datas, horários e linhas disponíveis.

Base legal

O projeto se apoia em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 1.013 e em normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinam a gratuidade do transporte coletivo urbano nos dias de eleição.

De acordo com parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM), a obrigação de oferecer o serviço gratuito decorre diretamente dessas decisões. A lei municipal, portanto, regulamenta como a medida será executada em Manaus e define o ressarcimento às empresas.

Custo para a Prefeitura

A Prefeitura estima gastar até R$ 4,76 milhões para ressarcir as empresas de ônibus nos dois turnos. O cálculo considera 951.611 passageiros transportados gratuitamente, com base na média dos anos eleitorais de 2020, 2022 e 2024 e na tarifa atual de R$ 5.

No primeiro turno, a previsão é de 467.640 passageiros, com custo de R$ 2,34 milhões. Em caso de segundo turno, a estimativa é de 483.971 passageiros e gasto de R$ 2,42 milhões. Se a disputa for decidida já em 4 de outubro, o custo ficará em R$ 2,34 milhões.

Os pagamentos sairão do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana (FMMU).

Como será feito o ressarcimento

O valor repassado às empresas levará em conta o número de passageiros efetivamente transportados no período, medido pelo sistema de bilhetagem e certificado pelo IMMU.

O ressarcimento ficará limitado ao valor da tarifa vigente e à disponibilidade orçamentária. Passageiros que já têm gratuidade ou descontos custeados por outras fontes serão excluídos do cálculo.

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