Defensoria abre mutirão de DNA gratuito para regularizar registros civis no Amazonas
Mais de 65 mil crianças foram registradas apenas com o nome da mãe no Brasil em quatro meses de 2025. Agora, a DPE-AM abre 200 vagas na primeira fase de uma campanha nacional que vai além do exame: em agosto, um mutirão oferecerá pensão alimentícia, guarda de filhos e outros serviços de família para quem mais precisa.

O que está acontecendo
Agendamento aberto: 200 vagas já disponíveis
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) iniciou nesta segunda-feira (15) o agendamento para exames gratuitos de DNA e processos de reconhecimento de paternidade ou maternidade em Manaus. O mutirão de atendimentos ocorrerá no dia 1º de agosto. Nesta primeira fase, são 200 vagas disponíveis, exclusivamente com agendamento prévio.
| Como agendar Telefone: (92) 3198-1200 WhatsApp: (92) 98159-1599 |
Próximas etapas
Nova fase em julho amplia serviços de família
Uma segunda etapa do mutirão será aberta em 15 de julho, com 350 novas vagas voltadas a outros serviços de direito de família:
▸ Pensão alimentícia — para quem precisa garantir o sustento dos filhos
▸ Guarda de filhos — regularização da custódia parental
▸ Regulamentação de convivência familiar — visitas e contato
▸ Tutela, curatela e alimentos gravídicos — proteção em situações especiais
Por que importa
Um direito que vai além do sobrenome
O reconhecimento de paternidade ou maternidade garante a inclusão do nome do responsável na certidão de nascimento e o acesso à história e à origem familiar da criança. Para especialistas, trata-se de um direito fundamental ligado ao desenvolvimento humano.
| +65 mil | crianças registradas somente com o nome da mãe no Brasil entre janeiro e abril de 2025, segundo a Arpen-Brasil. |
| “O reconhecimento da paternidade e da maternidade está relacionado ao direito de conhecer a própria origem, a própria história e construir vínculos. O fortalecimento dos laços afetivos é importante para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.” Petra Sofia — defensora pública coordenadora da campanha no Amazonas |
Fonte: Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e Arpen-Brasil
