Lula amplia vantagem: 45% contra 37% de Flávio Bolsonaro no 2º turno aponta Genial/Quaest
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) mostra presidente com 45% das intenções de voto contra 37% do senador; há três meses, distância era de apenas dois pontos

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), confirma a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todos os cenários simulados de segundo turno para as eleições deste ano. No principal confronto testado, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula soma 45% das intenções de voto, ante 37% do adversário — uma diferença que vem crescendo desde a pesquisa anterior, quando o petista tinha 44% e o senador, 38%.
O instituto ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Segundo turno: Lula na frente em todos os cenários
Confira como ficam as simulações de segundo turno testadas pelo instituto:
Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula (PT): 45%
- Flávio Bolsonaro (PL): 37%
- Branco/nulo/não vai votar: 14%
- Indecisos: 4%
Vale lembrar que, em maio, antes de vir à tona a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro — o chamado caso “Dark Horse” —, os dois estavam tecnicamente empatados: 42% a 41%.
Lula x Ronaldo Caiado
- Lula (PT): 45%
- Ronaldo Caiado (PSD): 36% (+1)
- Branco/nulo/não vai votar: 15% (-1)
- Indecisos: 4%
Lula x Romeu Zema
- Lula (PT): 45%
- Romeu Zema (Novo): 35%
- Branco/nulo/não vai votar: 16% (-1)
- Indecisos: 4% (+1)
Lula x Renan Santos
- Lula (PT): 45%
- Renan Santos (Missão): 33% (+2)
- Branco/nulo/não vai votar: 18% (-2)
- Indecisos: 4%
Primeiro turno: distância também aumenta
Nas simulações de primeiro turno, Lula também cresce um ponto e chega a 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 28% — dois pontos a menos do que na pesquisa de junho, quando marcava 29% contra os 39% do petista.
- Lula (PT): 40%
- Flávio Bolsonaro (PL): 28%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 2%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
Os pré-candidatos Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Os indecisos somam 11%, enquanto 8% dos entrevistados dizem que vão votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
A pesquisa também indica que 65% dos brasileiros já têm decisão de voto formada — no mês passado, esse índice era de 63%. Os outros 35% afirmam que ainda podem mudar de escolha até outubro.
Rejeição: Flávio segue como o mais rejeitado
Entre os nomes testados, Flávio Bolsonaro concentra a maior rejeição: 57% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum, patamar que era de 52% em abril.
Lula aparece logo atrás, mas em trajetória de queda: hoje é rejeitado por 50% do eleitorado, ante 53% em junho e 55% em abril.
Governo Lula tem melhor avaliação desde 2024
O levantamento mostra ainda um novo equilíbrio na avaliação do governo federal: 48% dos brasileiros aprovam a gestão Lula, contra 47% que desaprovam — a primeira vez, desde dezembro de 2024, que a aprovação supera a desaprovação. Os outros 5% não souberam ou não quiseram opinar.
A comparação com meses anteriores reforça a trajetória de melhora:
- Julho de 2025: 53% de desaprovação
- Junho de 2026: 47% de aprovação
- Maio de 2026: 46% de aprovação, contra 49% de desaprovação
- Julho de 2026 (atual): 48% de aprovação, contra 47% de desaprovação
Segundo o instituto, a alta é puxada principalmente pela melhora de percepção nas regiões Sul e Sudeste. No Sul, a desaprovação caiu de 63% (junho) para 58%. No Sudeste, recuou de 58% (abril) para 50%.
Outro destaque é o público jovem, de 16 a 34 anos: pela primeira vez em meses, a aprovação (48%) supera a desaprovação (46%) nessa faixa etária — em junho, a desaprovação chegava a 50%, contra 43% de aprovação.
Quanto à avaliação geral do governo, 36% classificam o trabalho como positivo, 26% como regular e 36% como negativo. Um ano atrás, em julho de 2025, a avaliação negativa era de 40%. O pior momento do governo no último ano foi registrado em março, quando a rejeição ao trabalho bateu 43%, com apenas 31% de avaliações positivas.
Com informações da Genial/Quaest
